LSI realizou Primeiro Seminário Internacional Sobre Padrões Abertos em Tecnologias 3D para Interoperabilidade e Visualização 3D do Globo Terrestre

Intensa participação nacional e internacional de profissionais e técnicos, mas também de estudantes, professores, jornalistas e interessados, o Fórum Sobre Interoperabilidade em Padrões Abertos em Tecnologias 3D realizou-se no auditório Mário Covas da EPUSP - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 12 de maio, numa iniciativa do LSI – Laboratório de Sistemas Integráveis. A oportunidade foi considerada de relevante importância estratégica e tecnológica pelos participantes e organizadores e, durante o evento, foi apresentado ainda a iniciativa X3D Earth, projeto que tem por objetivo definir um conjunto de padrões e normas para um sistema internacional de visualização 3D do Globo Terrestre.

O destaque ficou por conta do keynote speaker, o pesquisador Don Brutzman, da Naval Post-Graduate School, de Monterrey, California, que conduziu o seminário durante toda a manhã, esclarecendo o estado da arte em padrões abertos para a interoperabilidade 3D, cuja discussão está acontecendo mundialmente através de grupos internacionais de padronização como é o caso do Web3D Consortium – Open Source 3D standards for Interoperability.

Proferido em inglês, o seminário esclareceu ainda a pretensão do projeto X3D Earth em criar uma infraestrutura de padrões abertos e extensíveis para visualizar em 3D objetos do mundo real e construções de informação num contexto geoespacial referenciado. Brutzman falou ainda da possibilidade de integração de arquivos de modelos utilizando ferramentas comerciais e de domínio público que garantirão que o conteúdo 3D possa se manter acessível, utilizável por muitos anos e válido. Segundo ele, essas informações 3D de natureza pública e governamental precisam ser largamente disponibilizadas por longo tempo e de forma indiscriminada.

Essa opinião, compartilhada pelo professor doutor Marcelo Knörich Zuffo, foi logo em seguida, em sua palestra, estendida a todas as áreas que o projeto pode ser aplicado e, entre muitas, o trânsito da cidade de São Paulo e até mesmo o mapeamento da rede de água e esgoto, bem como a de gás, projetos que poderão ser desenvolvidos e apresentados aos órgãos competentes para posterior acionamento.

E aproveitando a presença maciça de interessados, o professor Marcelo Zuffo falou do histórico da visualização através da evolução da humanidade de 10.000 a.C até a Realidade Virtual, além da evolução da microeletrônica, destacando alguns dos projetos do Núcleo de Realidade Virtual, como Santos Dumont, Caverna Digital. Navegadores em X3D, GP Brasil, Visualização de Moléculas (x3d), Gruta Digital, Reconstrução de São Paulo, Naval (Cisne Branco), Nave Mario Schenberg, Furnas e CIETEC.

Ao término das palestras, todos foram convidados a conhecer a Caverna Digital, bem como a conhecer os projetos citados e ainda os do Núcleo de Telemedicina, ganhador de diversos prêmios nacionais e internacionais e ainda a TV Digital.

 

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