hiperlinque

Destaque

Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) premia estudantes de todo o Brasil

Em sua 11ª edição, a FEBRACE atraiu cerca de 12 mil visitantes; a cerimônia de premiação contou com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Leia mais >>

ponto de vista

Desafios Científico Tecnológicos Para o Desenvolvimento da Nova Geração de Video Games

Às vésperas do anúncio dos novos consoles de jogos da Sony e da Microsoft, é importante refletir a respeito do estado atual da indústria de video games.

Leia mais >>


Viagem pelo Fundo do Mar e Aventura no Sistema Solar no Museu Catavento Cultural e Educacional

As duas atrações, desenvolvidas pelo LSI-EPUSP e inauguradas em dezembro, já são um sucesso de público.

Leia mais >>

cronicas

Discriminação
Por Prof. Dr. João Antonio Zuffo

Onde quer que fosse, Clovis sentia-se isolado e tratado com certa frieza.  De origem humilde, descendência afro-americana, era um dos poucos cidadãos de seu país que não possuía graduação universitária.

Leia mais >>

resenha

Redes digitais e sustentabilidade

Organizador: Leandro Higuchi Yanaze. Editora Annablume.

Leia mais>>

saiu na imprensa

quadrado azul Alunos representam Alagoas em feira de ciências da USP

quadrado azul Energia gerada pelas marés

quadrado azul Roraima terá projeto na maior feira de ciências e engenharia

quadrado azul Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

agenda e eventos

Campus Mobile inicia sua segunda edição

Programa idealizado pelo Instituto Claro seleciona estudantes de universidades públicas e particulares.

Leia mais >>

resenha

O Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (CITI) da Universidade de São Paulo, criado em setembro de 2011 como um Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP), baseia-se em dois conceitos-chave: o de funcionar como uma usina de ideias (Think Tank) e como uma fábrica-laboratório (Fab-Lab). Reunindo profissionais de reconhecida credibilidade científica e recursos tecnológicos de ponta, o CITI está disponível para utilização pela comunidade científica da USP e por instituições científicas com as quais a universidade mantém cooperação.
A seguir, o professor doutor Marcelo Zuffo comenta sobre os objetivos do CITI e os projetos em andamento.


1) Como o CITI foi criado?
A atual reitoria da Universidade de São Paulo (USP) está comprometida com a pesquisa de ponta e com a inovação tecnológica. Por isso, o Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da USP (LSI-EPUSP) teve oportunidade de propor a criação de um Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP), com foco em pesquisa, difusão, transferência e instrumentação. Esse foco transformou o NAP em um centro, que precisaria contar com sede própria para alojar equipes, equipamentos e instrumentos. Assim nasceu o CITI, que hoje atua em dois campos: Interação Humano-Computador (IHC) e Meios Eletrônicos Interativos (MEI).

2) Qual a proposta do CITI?
O CITI nasceu acompanhando a filosofia com a qual o LSI-EPUSP foi criado, de funcionar como uma instituição-ponte entre a universidade e demais instituições comprometidas e interessadas em focar a pesquisa e o desenvolvimento. O CITI preza a multidisciplinaridade e, como um NAP, está aberto a todos os departamentos da USP. É uma ferramenta muito poderosa de comunicação com profissionais de outras áreas de conhecimento. Seu foco são problemas fundamentais da sociedade nestes dois campos, não só no âmbito geral, mas também no desenvolvimento de dispositivos e ferramentas, inclusive as que facilitem e enriqueçam a interação homem-máquina.

3) Qual a estrutura do CITI?
O CITI conta com seis núcleos de atuação: Saúde Digital, Engenharia Multimídia, Tecnologias para a Educação, Tecnologias Imersivas (Realidade Virtual e Realidade Aumentada), Segurança Digital e Tecnologias Avançadas de Áudio. Para atender à demanda por pesquisa e desenvolvimento nessas áreas, é composto hoje pelos departamentos de Engenharia Eletrônica, do qual sou coordenador, de Engenharia da Computação e Engenharia Mecatrônica da Escola Politécnica, além do departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP e do departamento de Música da USP de Ribeirão Preto (SP). O CITI mantém estreito relacionamento com a área de Microeletrônica do LSI-EPUSP. Também participamos e apoiamos eventos, como a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), realizada pelo LSI-EPUSP, e o Inovalab, da Pró-Reitoria de Graduação da USP. Essas conexões estão representadas no próprio logotipo do CITI, que ilustra ainda os dois campos de atuação do Centro.

4) O CITI espelha-se em alguma instituição científica?
Existem hoje diversos centros como o CITI pelo mundo, e escolhemos a filosofia do Massachussets Institute of Technology (MIT), de aliar a teoria à prática. Para isso, o CITI conta com uma uma fábrica-laboratório, na qual está concentrada toda a área de prototipagem de hardware, que envolve fabricação de placas, testes e manufatura 3D, ou impressão 3D. Todos os instrumentos e equipamentos relacionados à prototipagem estão reunidos no CITI.

5) Como surgiu a ideia de se estudar a interação homem-máquina?
Como tecnólogos e cientistas, nos perguntamos o que poderíamos afirmar que aconteceria na próxima década. Concluímos que teríamos cerca de 8 bilhões de pessoas no planeta, e apostamos que existiriam, em média, mais de um computador por pessoa. Temos hoje isso como um fato que certamente irá acontecer. Como resultado, existirá uma enormidade de problemas de interação, em diversas áreas, desde a mobilidade humana até o entretenimento. Assim, um entendimento abrangente e interdisciplinar dessa interação poderá, inclusive, modificar o comportamento humano, modificando a forma como reagiremos a essa interação.

6) Já existem projetos em desenvolvimento, ou parcerias estabelecidas?
Hoje o CITI possui dois projetos em andamento, mas tem estrutura para desenvolver outros paralelamente. O primeiro projeto aborda sistemas ultraimersivos, desenvolvendo pesquisas que nos permitem acreditar que uma realidade virtual é real. Pode-se dizer que esse projeto representa a evolução da Caverna Digital, originalmente criada no LSI-EPUSP. Nesse projeto, temos parceria com a Marinha do Brasil, Catavento Cultural e Educacional, Faculdade de Medicina da USP e com a Universidade Federal do ABC, entre outras instituições. E já existe um primeiro resultado: a Caverna Digital, que antes contava com uma resolução de cinco megapixels, passou a contar com 30 megapixels. Esse aumento significa que a Caverna Digital evoluiu da versão 1.0 para a versão 2.0. O segundo projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Boeing, e tem como foco o monitoramento e simulação de multidões (Veja matéria sobre o tema na seção Destaque desta edição de Hiperlinque News). Este é um tópico muito crítico na área de mobilidade humana. O tema surgiu de demanda da própria Boeing, que nos procurou por reconhecer a USP e o CITI como centros de referência mundial. A empresa é extremamente seletiva em suas parcerias, especialmente com universidades fora dos Estados Unidos. Houve intenção inicial da Boeing de fechar acordos com universidades de países emergentes e, além do acordo com a USP, há um acordo com a Universidade de Pequim.

7) O que o CITI representa para a pesquisa e desenvolvimento brasileiros?
O CITI é fruto de um novo modelo criado na USP. Pelo que tenho conhecimento na história do ensino superior brasileiro, é a primeira vez que a Universidade transforma-se num órgão fomentador da pesquisa. A principal vantagem desse novo modelo é que as pesquisas contam com mais liberdade, tanto de temas e intenções quanto de prazos, do que a oferecida pelas agências brasileiras tradicionais de fomento.